
Fui vendida vendida como se fosse apenas um objeto e o destino colocou-me num cabaré onde a vergonha e a dor eram As minhas únicas companheiras Mas o que eu não sabia é que o passado com os seus segredos voltaria algo estava prestes a acontecer algo que mudaria toda a minha vida e nem sequer imaginava o que era se está curioso para saber como tudo isto aconteceu inscreve-se no canal agora e deixa um comentário dizendo de onde está a ouvir essa história adoro saber de onde vocês são e prometo que não vai querer
perder o que aí vem porque a minha querida a verdade que te vou contar vai mexer consigo de uma forma que nem imagina o meu nome é Laura e esta é a A minha história nasci em 1952 em Salvador Bahia cresci num barraco apertado onde cabia pouco mais que um fogão um colchão velho e os Os sonhos da minha mãe Raimunda Esta Menina veio ao mundo já lutando dizia a minha avó quando me ouvia chorar a minha pele escura foi o meu primeiro fardo desde pequena ouvi cochichos vi olhares tortos a minha mãe fazia o possível lavava roupa para fora
cozinhava em casa dos outros mas nunca sobrava nada meu pai seu moir que deveria ser o nosso alicerce só aparecia em casa para beber e reclamar mulher ação é servir ele falava à minha mãe enquanto me escondia atrás da porta sentindo um nó apertar-me o peito quando Fiz 8 anos entendi que ser pobre era uma sentença na escola os filhos das patroas das minhas vizinhas Riam-se do meu cabelo bombil chamavam-me o meu uniforme era remendado o meu caderno herdado a minha mãe dizia não ligues a minha filha estuda que um
dia vais ser alguém mas estudar com fome não era fácil voltei para casa chorando tantas vezes que ela resolveu ensinar-me o segredo da Sobrevivência engolir o choro e seguir em frente aos 12 anos a minha infância acabou passei a ajudar a minha mãe no serviço lavando roupa carregando baldes de água no sol quente o meu pai que nunca fez nada por mim Achava mal quando voltava tarde menina não pode estar na rua falava Como se tivesse escolha mas a única coisa que ele fazia era olhar-me de longe com aquela cara fechada como se o meu
existência fosse um peso que ele nunca quis carregar foi ali naquele Salvador cheio de becos e encostas que conheci Vicente o homem que mudaria o meu destino era mais velho 17 anos trabalhava numa barbearia sempre com aquele jeito brincalhão e um sorriso que fazia esquecer dos problemas o neguinha você vive amuada hein ele dizia tentando fazer-me rir no início Eu fingia que não gostava da atenção mas no fundo o meu coração já batia mais forte de cada vez que via aquele homem atravessar a rua com o tempo comecei a esperar por ele Os
encontros eram rápidos furtivos escondidos da minha mãe e principalmente do meu pai Vicente tinha um jeito diferente dos homens da minha casa ele olhava-me nos olhos falava comigo como se eu fosse alguém de valor Laura tu merece Um Mundo Melhor dizia ele e eu acreditei foi a primeira vez que senti que alguém via algo em mim para além da minha cor e da minha pobreza quando fiz 14 anos O Vicente fez-me um convite Vamos passear no domingo o meu coração disparou eu sabia que não podia o meu pai nunca deixaria mas a vontade de sentir o vento
no rosto de viver um momento que fosse só o meu falou mais alto inventei uma desculpa qualquer disse que ia à missa com a minha mãe e fui aqu dia Mud vida mas não sabia que Aqua felicidade inocente seria oço de uma euis CONSEG mais T queia olar do me pai atravessou-me como umaia mãea eu vi aocupação nos olos onde estava a Laura ele perguntou a voz carregada de algo que ainda não conhe desconfiança O meu Coração batia forte se ele descobrisse Eu sabia que o castigo não seria leve mal sabia eu que aquela A mentira inocente era apenas o início de
algo muito pior fiquei ali parada sentindo o olhar do meu pai pesar sobre mim onde estavas Laura ele repetiu a voz mais firme a minha mãe apertou as mãos no avental tentando acalmar o que já parecia inevitável inventei que tinha ficado na de uma amiga depois da missa mas ele não era parvo olhou para as minhas roupas o meu cabelo solto e senti o primeiro arrepio de medo subir pela minha espinha antes que eu pudesse reagir ele aproximou-se e deu-me puxou pelo braço está a mentir-me menina o cheiro a aguardente misturado com
suor enjoou-me a minha mãe tentou intervir segurando a mão dele moir pelo amor de Deus é nossa filha mas nem olhou para ela sei bem o que se passa ele disse os olhos cheios de ódio tu tá-se a engraçar por aí né quer virar mulher da vida a bofetada veio tão depressa que nem vi só senti o sabor do sangue na boca e o zumbido no ouvido a minha mãe gritou o meu pequeno corpo não suportou o impacto e fui ao chão nunca tinha visto o meu pai tão furioso vai aprender a respeitar esta casa ele gritou mas ali Caída no Chão fri senti mais do que
dor senti raiva não ia aceitar mais ser pisada no dia seguinte Vicente apercebeu-se que algo estava errado o que houve neguinha ele perguntou segurando o meu rosto tentei disfarçar dizer que não era nada mas ele viu a marca o teu pai fez isto perguntou com os punhos cerrados Eu quis dizer que não que estava tudo bem mas os olhos dele já diziam que ele sabia a verdade Vicente era do tipo que não deixava barato e isso só piorava tudo dois dias depois O meu pai chegou a casa mais furioso do que nunca andas encontrando-se com aquele miúdo ele
gritou atirando a garrafa contra a parede fiquei sem ar como ele sabia o meu coração disparou olhei para a minha mãe mas ela baixou a cabeça Vicente tinha ido atrás dele tinha dito que me ia tirar de casa meu pai riu pois ele que tentasse eu os dois Passei a noite fechada no quarto a minha mãe tentava acalmar-me a minha filha por amor de Deus não desafie o seu pai mas dentro de mim a raiva ardia por que eu tinha de aceitar aquela vida porque tinha que baixar a cabeça para o homem que me tratava como nada foi ali
naquela noite quente e sufocante que tomei a decisão que iria mudar tudo ia fugir esperei que todos dormissem juntei-me a as poucas roupas numa trouxinha e saí pela porta das traseiras o Coração batia na garganta caminhei até à esquina onde O Vicente esperava-me ele sorriu aliviado vamos embora Laura vou cuidar de ti eu queria acreditar queria achar que aquele era o início de uma nova vida mas era apenas o início do meu pior pesadelo entramos num velho camião O Vicente conhecia o motorista vamos para o interior começar uma vida nova ele
disse eu queria acreditar mas o medo não abandonava-me naquele momento eu era só uma menina a fugir sem rumo não sabia que estava a trocar um pesadelo por outro e quando a estrada ficou deserta e o olhar do condutor mudou o meu coração gelou o camião balançava na estrada de terra e sentia o estômago revirar mas não era pelo sacolejo era pelo medo O Vicente segurava-me pela cintura dizendo que tudo ia correr bem mas quando olhei pelo retrovisor vi os olhos do condutor encarando-me de um jeito estranho senti um arrepio na espinha Aquele olhar não
era normal ali o meu coração avisou-me havia algo de errado o camião parou no meio do nada por que nós parámos aqui perguntei tentando esconder o pavor na voz o motorista desceu sem responder abriu a carroçaria e olhou para Vicente é ela ele perguntou o meu sangue gelou Vicente ficou em silêncio por um segundo e aquele segundo foi o suficiente para eu compreender o meu próprio namorado tinha me vendido tentei correr mas o Vicente me segurou forte calma Laura vais ter uma vida boa melhor que com o teu pai me
debati gritei chutei mas ele era mais forte vendeste-me eu berrei sentindo as lágrimas queimam-me nos olhos o motorista riu um riso repugnante cheio de maldade é menina e paguei bem o o desespero tomou conta de mim eu não era mais Dona do Meu Destino me empurraram para dentro de outro carro menor que estava escondido atrás das árvores O Vicente nem olhou para mim A porta bateu e a minha liberdade foi junto o motorista pegou num pedaço de papel no bolso e começou a ler algo sabia exatamente para onde me estava a levar
o meu peito subia e descia rapidamente eu estava indo para onde quem me ia esperar lá mas no fundo já sabia nada de bom me esperava as horas passaram e a estrada parecia interminável o motorista cantarolava uma música enquanto mascava fumo cuspindo de vez em quando pela janela a grande cidade está cheia de oportunidade menina disse ele sem sequer olhar para mim tentei abrir a porta mas estava trancada a as janelas também não tinha para onde correr a única coisa que conseguia fazer era rezar quando finalmente o carro
parou já era noite estávamos num lugar afastado uma casa velha no meio de um matagal todo o meu corpo tremia o motorista saiu abriu a porta e puxou-me pelo braço desce tentei resistir mas ele apertou o meu pulso com força não queres facilitar as coisas, não é meu coração disparou eu sabia o que aquilo significava fui arrastada para dentro a casa fedia a cigarro e a bebida vi outras meninas ali algumas com os olhos vazios outras a chorar eu quis gritar quis correr mas sabia que não adiantava uma mulher de vestido vermelho e sorriso
frio apareceu à minha frente seja bem-vinda agora és Nossa meu mundo desabou eu era apenas uma menina e já não pertencia mais a mesma trancaram-me num quarto escuro ouvi risos do lado de fora vozes negociar dinheiro trocando de mão a minha vida estava a ser vendida como se eu fosse um objeto encolhi-me num canto abraçando os joelhos sentindo a respiração falhar Alguém me vai salvar este não pode ser o fim mas a verdade o pior ainda nem tinha começado a Porta Se Abriu com um rangido a luz fraca iluminou o quarto su onde eu estava
encolhida Levanta menina a voz da mulher do vestido vermelho era seca as minhas pernas tremiam mas eu fiquei de pé ela olhou-me dos pés à cabeça avaliando como se eu fosse um animal de feira vai ter que aprender as regras se quiser sobreviver sobreviver era só isso que me restava agora levaram-me para uma sala grande cheia de espelhos móveis antigos e cheiro a perfume barato misturado com cigarro outras meninas estavam ali algumas sentadas de cabeça baixa outras deitadas apáticas queria perguntar algo mas a minha garganta estava seca a mulher se
aproximou-se e disse baixinho ao meu ouvido já não é dona de si esqueça quem tu eras eu quis gritar mas sabia que ninguém ia ouvir um homem entrou alto bem vestido olhar frio ele era o dono daquele lugar a mulher o vestido vermelho sorriu e disse ela é nova ele olhou para mim como se eu fosse um objeto de luxo tem jeito de teimosa isto a gente resolve um arrepio gelado percorreu a minha espinha Se eu quisesse sair dali viva precisava de pensar rápido mas como fugir de um lugar onde até as paredes me vigiavam os dias passaram e eu perdi a
noção do tempo lá dentro não existia noite ou dia só Med as outras raparigas falavam pouco algumas estavam Ali há tanto tempo que já tinham desistido de tentar fugir ninguém escapa daqui foi o que uma delas me disse com os olhos vazios mas eu não aceitava aquilo não ia morrer ali se havia uma coisa que o meu pai me ensinou foi que eu era forte Comecei a observar tudo cada porta cada janela cada corredor Sabia que não podia confiar em ninguém mas precisava de um maneira de sair dali Foi então que vi a pequena janela no fim do Corredor
pequena mais aberta Se eu conseguisse chegar até lá talvez tivesse uma hipótese mas eu sabia que não podia errar ali um erro significava nunca mais tentar de novo esperei à noite o barulho de Gargalhadas e música aumentava Era minha única hipótese caminhei devagar com o coração na boa olhei para o lado ningém andando es fou pass quando [Música] estão voob anão dos arrastou-me pelos corredores até à sala principal o homem de olhar me espera o primeiro erro perdoamos o segundo não eu senti o pânico apoderar-se de mim
o que me iam fazer as pernas fraquejaram Eu sabia que aquela noite ia mudar tudo e não seria para melhor a porta do quarto fechou-se atrás de mim com um estrondo estava sozinha o meu corpo doía a minha alma estava em pedaços Eu queria gritar mas não saía som era isso já não tinha forças encolhi num canto abraçando os meus joelhos sentindo as lágrimas quentes escorrerem mas ali no Meio do meu desespero uma voz dentro de mim sussurrou isto não acabou vais sair daqui continua no próximo capítulo a dor no meu corpo ainda latejava cada
movimento Parecia um castigo mas eu já tinha chorado demais levantei-me mesmo sentindo o meu corpo fraco a vida tinha-me ensinado que só caímos quando para de lutar não podia parar se eu quisesse sair dali precisava de ser mais esperta do que eles mais forte do que a dor não ia desistir comecei a observar tudo o que antes parecia apenas um inferno era agora um tabuleiro Os seguranças os horários os momentos de distração tinha que encontrar uma brecha foi então que reparei em algo uma das as meninas mais velhas saía para ir buscar os
pedidos de bebida ela saía e voltava se podia sair havia um caminho e eu ia descobrir qual era aproximei-me dela devagar fingindo que só queria conversar como você consegue sair perguntei baixinho ela me olhou de soslaio e riu sem humor não queres saber disso miúda mas eu queria precisava continuei a insistir até que ela suspirou não é assim tão simples pode sair mas tem de ter alguém esperando do lado de fora o meu coração acelerou não tinha ninguém à espera mas isso não me ia impedir se existia uma saída ia encontrá-la passei os
dias seguintes tentando perceber como tudo funcionava o homem de olhar frio Os seguranças a mulher do vestido vermelho cada um tinha ali um papel mas o medo deles era um só serem descobertos e era nisso que eu ia apostar numa noite o barul dos clientes ench o salão er eui fundendo pass da pord ol perguntou Force umis bu umit um segundo a mais e eu estaria perdida Olhou para o outro l e murmur rápido os meus pés pareciam leves quando passei a porta o ar da rua bateu no o meu rosto dando-me uma sensação que eu não sentia há tempos Mas ainda não
estava livre as ruas eram escuras estranhas e eu não sabia para onde correr precisava de encontrar alguém que me pudesse ajudar mas quem ajudaria uma menina como eu O meu Coração batia tão forte que ouvia nos ouvidos cada passo Parecia um trovão mas continuei andando sem olhar para trás até que vi uma sombra a mexer-se mais à frente o meu corpo congelou se fosse um deles eu estava perdida mas quando a pessoa se aproximou-se vi que era uma mulher de idade com um olhar preocupado menina estás bem as minhas pernas fraquejaram eu estava
livre mas e agora para onde iria como recomeçar depois de tudo o que tinha vivido A mulher me segur pelos ombros e repetiu Precisas de ajuda os meus olhos encheram-se de Lágrimas pela primeira vez em muito tempo Alguém me estava a olhando como gente e naquele momento eu soube Esta era a minha oportunidade e eu não ia desperdiçar a mulher olhava-me com preocupação menina o que aconteceu eu queria falar queria gritar tudo o que tinha passado mas a minha voz não saía o meu corpo tremia a minha mente rodava a única
coisa que consegui dizer foi ajuda-me ela puxou-me pelo braço levando-me para dentro de uma modesta casinha o cheiro de café quente encheu o ar ali eu não era só um número eu era alguém ela me sentou-se numa cadeira e cobriu-me com um chale Como te chamas engoli em seco Eu quase não lva mais quem eu era me encolhi abraçando os joelhos Laura Minha voz saiu fraca mas a mulher sorriu bonito nome eu sou a Dona Lourdes o calor do café aqueceu-me a garganta mas nada conseguia aquer o friio dentro de mim eu tinha saído do inferno mas ele aind
vivia em mim a Dona Lourdes olhou-me com um jeito firme vocêde Ficar aqui esta noite mas amanhã precisa de decidir o que quer da vida senti-a mesmo sem saber aosta o que eu queria para euia mepo pia Desc mas a minha mente girava sem parar eu precisava de um plano se ficasse parada o medo ia engolir-me de novo e eu não podia deixar que isso acontecesse naquela noite deitada num colchão simples chorei sem fazer barulho as cicatrizes no meu corpo latejavam mas eram as da Alma que mais doíam eu não sabia o que ia
acontecer dali para a frente mas pela primeira vez em muito tempo estava num lugar seguro mesmo que fosse por pouco tempo eu precisava de descansar amanhã pensaria no que fazer amanhã tentaria viver o dia amanheceu frio mas dentro daquela casa havia calor A Dona Lourdes já estava acordada a mexer numa panela o cheiro de pão fresco enchia o ar Vem comer menina sentei-me na mesa devagar estranhando aquela gentileza já não sabia como era ser tratada com carinho cada pedaço do pão Parecia um pedaço da A minha Esperança voltando mas a pergunta
ainda estava no ar e agora já sabe fazer alguma coisa Laura Dona Lourdes perguntou enquanto lavava a loiça pisquei algumas vezes pensando sei limpar cozinhar um pouco a minha voz saiu incerta nunca tinha tido um futuro antes então aprenda a costurar ela disse apanhar um pedaço de pano toda a mulher precisa de ter um ofício se quiser sobreviver aprenda algo que ninguém possa tirar-lhe a Dona Lourdes era dura mas via bondade no seu olhar ela ensinou-me a segurar a agulha a cortar o tecido a fazer os primeiros pontos no
Começo os meus dedos tremiam mas a cada linha que eu passava sentia que estava costurando a minha própria história ela me deu trabalho deu-me um começo e naquele momento pela primeira vez em anos eu senti que tinha uma hipótese os dias viraram semanas eu costurava ajudava na casa aprendia a viver de novo mas o medo ainda vivia dentro de mim Será que um dia viriam atrás de mim toda a noite dormia com o coração apertado mas havia uma diferença agora antes eu era só uma menina perdida agora eu estava a tornar-me uma mulher forte e
quem sobrevive ao inferno não tem medo do fogo a vida em casa da Dona Lourdes seguia o seu ritmo aprendi a costurar a vender as peças na feira a andar sem olhar para trás mas a verdade é que o o medo nunca se foi embora cada vez que um homem olhava-me por mais de um segundo o meu coração acelerava será que alguém sabia onde eu estava Será que um dia viriam buscar-me Numa manhã enquanto arrumava os panos na banca da Feira senti um arrepio na espinha alguém observava-me virei-me devagar e vi um homem parado do outro lado da rua era alto
magro com um fato amarrotado e um chapéu gasto o olhar fixo em mim não sei explicar mas algo naquele homem me deu um medo do caraças Quem é aquele perguntei a dona ludes tentando parecer Calma ela olhou rapidamente e fez um gesto para eu não me preocupar é só um Forasteiro fica por lá observando toda a gente mas algo dentro de mim não se acalmava a forma como ele olhava para mim era como se ele soubesse quem eu era como se estivesse à espera alguma coisa nos dias seguintes comecei a notar a sua presena com mais frequência
ele nunca falava comigo nunca se aproximava mas esta sempre lá na sombra observando a minha respiração ficava cur as minhas mãos suavam Será que era coincidência ou o passado finalmente tinha-me encontrado a Dona Lourdes dizia que eu estava paranóica tens que parar de ter medo de tudo menina mas como eu sabia o que era ser caçada sabia o que acontecia a quem achava que estava segura e se aquele homem soubesse mais do que aparentava E se ele estivesse aguardando o momento certo para agir numa noite Acordei sobressaltada tinha alguém
lá fora o ranger do portão foi como um tiro no silêncio da madrugada me levantei lentamente o coração disparado Olhei pela frincha da janela e o meu sangue gelou era ele parado ali à entrada como se estivesse à espera de ser convidado a entrar apertei os punhos tentando controlar o pânico não ia fugir de novo caminhei até à porta e antes que pudesse pensar abri de supetão o que queres a minha voz saiu firme Mas as minhas pernas tremiam ele ergueu os olhos lentamente um sorriso estranho no rosto não me reconheces
A Laura sentia o mundo a girar como ele sabia o meu nome os meus lábios secaram a minha mente tentava procurar respostas quem é você o homem deu um passo em frente alguém que sabe a verdade sobre ti minha respiração falhou o passado finalmente tinha-me encontrado o homem olhava-me com Um meio sorriso como se soubesse que não tive escolha a não ser ouvi-lo O meu Coração batia forte o meu corpo inteiro gritava para correr mas eu Fiquei ali parada segurando a maçaneta da porta com força o que queres minha voz saiu trémula mas firme ele cruzou os
braços sem tirar os olhos de mim só conversar Laura o nome saiu-lhe da boca como um veneno escorrendo-me as mãos suavam o meu peito subia e descia rapidamente não sei quem é nem o que quer comigo riu-se baixinho Ah mas eu sei quem és e sei de onde vieste um arrepio gelado subiu-me pela espinha como ele sabia como sabia da minha história do meu passado enterrado a porta continuava aberta e eu sabia que qualquer passo infalso poderia ser meu fim deixa-me em paz falei tentando fechar a porta mas ele meteu o pé entre
a madeira e o batente trancando o meu movimento Laura eu não te vim fazer mal vim dar-te respostas os meus olhos se apertaram respostas sobre o que ele respirou fundo sobre a sua família sobre quem és realmente o meu coração falhou uma batida a minha família ele referia-se à a minha mãe biológica não preciso de saber de nada falei rapidamente empurrando a porta com mais força mas a voz dele prendeu-me no lugar e se eu te disser que a tua mãe passou a vida toda à tua procura que ela nunca te quis abandonar meu corpo
Congelou o que ele estava a dizer aquelas palavras desarrumaram tudo dentro de mim Mentira eu li a carta dela ela me entregou e desapareceu o homem negou com a cabeça Só conhece uma parte da história Laura mas tem muito mais coisa por trás A minha respiração ficou pesada queria que ele se fosse embora mas ao mesmo tempo e se ele estivesse a dizer a verdade quem és perguntei sem força na voz ele olhou-me fundo nos olhos me chamo Samuel trabalhei para a família da a sua mãe durante anos vi tudo acontecer de perto e sei exatamente o que fizeram com
te o meu estômago revirou e o que foi que fizeram ele suspirou passando a mão no rosto separaram-no de alguém que nunca deveria ter sido retirado do seu lado um arrepio gelado subiu pela minha espinha separaram o que quer dizer com isso a minha cabeça latejava Samuel olhou-me com pesar Laura não nasceste sozinha tens um irmão gémeo o ar fugiu dos os meus pulmões o quê ele assentiu lentamente sim e fizeram de tudo para que vocês nunca se encontrassem as minhas pernas fraquejaram o choque paralisou-me um irmão a minha voz
saiu num sussurro como quem diz em voz alta tornasse real quem é ele onde ele está Samuel respirou fundo como se escolhesse as palavras com cuidado o nome dele era José Antônio a minha cabeça girava o quê ele ele está vivo Samuel desviou o olhar não sei mas se estiver ele também não sabe a verdade a minha mente girava o meu corpo inteiro tremia Estás a mentir a minha voz saiu fraca sem força Samuel Apenas me olhava como se Esperasse eu absorver aquilo por que eu mentiria Laura os meus olhos se encheram-se de lágrimas eu tinha um irmão
gémeo e ninguém me contou a ideia parecia impossível como é que uma coisa dessas podia ser-me escondida a vida inteiro Samuel respirou fundo eles queriam apagar qualquer vestígio desta história Era mais fácil separar-vos do que lidar com o escândalo formou-se um nó na minha garganta quem fez isto a minha voz falhou o seu avô o pai da sua mãe biológica os meus olhos se arregalaram-no Samuel assentiu Ele não queria que ninguém soubesse que a filha dele tinha tido dois filhos com um empregado negro aquela informação bateu
em mim como um golpe o meu avô um homem que nunca vi nunca conheci mas Que destruiu a minha vida antes mesmo de eu ter consciência dela decidiu que vocês não podiam crescer juntos mandou separar-vos logo depois do parto a minha voz falhou e a minha mãe ela aceitou que Samuel apertou os lábios parecia hesitar não teve escolha Laura foi forçada doía-me o coração agarrei-me à porta para não cair e o que lhe aconteceu O Samuel olhou-me nos olhos ele te entregou uma parte E ordenou que ela te sumisse da fam eu password
respiração e José Ant fuz foi para out fam longes sember quem era deadeus eu vi semisa sem saber que tinha alguém no mundo com o meu sangue Samuel assentiu devagar Sim e também não sabia de os fizeram questão de esconder tudo muito bem abanei a cabeça sentindo o desespero tomar conta que não pode ser verdade mas eu sabia que era por isso que me veio contar isso agora Samuel suspirou porque o seu avô está morto e sem ele para manter o segredo a verdade está a começar a aparecer a minha mente corria a minha mãe Helena ela sabe onde
ele está Samuel hesitou ela tem suspeitas mas tem medo do que pode encontrar franzi a testa medo do quê ele suspirou do que esta separação fez com vocês os dois o meu peito apertou ela tem medo que ele me odeie Samuel assentiu sim ele pode não aceitar esta verdade pode não querer saber de vós formou-se um nó na minha garganta E se eu quiser encontrá-lo Samuel olhou-me com um pesar no olhar se quiseres eu posso-te ajudar mas precisa de estar preparada Laura algumas verdades são difíceis de encarar O meu Coração batia acelerado passei a
vida toda a tentar perceber quem eu era E agora diziam-me que uma parte de mim estava perdida por aí preciso pensar a minha voz saiu fraca vou estar por perto quando decidir me procurar e depois virou-se e saiu Fiquei ali parada à porta com o peso daquela Revelação esmagando-me os ombros Fiquei ali parada a olhar para o vazio O meu Coração batia tão forte que parecia que ia saltar do peito Samuel tinha ido embora mas deixou para trás um turbilhão dentro de mim um irmão eu tinha um irmão e passei a vida toda sem saber como é
que podia continuar a viver sabendo disso como era possível avançar depois de uma revelação destas voltei para dentro tentando colocar os pensamentos no lugar mas o peso daquela verdade esmagava-me como eu podia ter passado tanto tempo sem desconfiar de nada me sentei na beira da cama com as mãos na cabeça a minha mãe a minha família todos sabiam Será que a dona Raimunda Sabia ou ela também tinha sido enganada de repente percebi que tinha perguntas de mais e respostas de menos a noite foi longa virei-me de um lado para o
outro mas o sono não veio a imagem do José Antônio passou-me pela cabeça onde estava agora será que teve uma vida boa ou sofreu tanto como eu a dor no peito apertou não sabia se queria encontrá-lo e se ele me odiasse por alguma razão e se ele achasse que eu eu abandonei o medo de ser rejeitada me consumia na manhã seguinte fui até ao cozinha e encontrei a Dona Lourdes a me olhando com preocupação não dormiu, certo apenas abanei a cabeça ela puxou uma cadeira e fez-me sentar quer contar-me o que está a pegar olhei para ela por um
instante Será que eu devia contar Será que eu própria acreditava no que tinha ouvido respirei fundo Dona Lurdes Eu acho que tenho um irmão piscou algumas vezes surpresa Como assim a minha filha então contei tudo o homem As palavras dele a revelação sobre a minha mãe biológica ela ouviu-me em silêncio sem interromper-me quando terminei ela suspirou Laura se essa é a verdade tu precisa de encará-la o que vai fazer com que fiquei quieta porque eu ainda não sabia a resposta estava perdida se fosse comigo eu ia querer
não a vida toda fugind do que a gente é fei os olhos fugir Era exactamente que eu queria fazer mas tinha passado tempo demais a correr e se me odeia a minha voz sai bai ldes Peg as minhas mãos se for teu irmão de verdade vai querer conhecer-te as palavras dela ficaram a ecoar na minha cabeça Será que tinha coragem Será que eu queria mesmo abrir esta porta no fundo eu sabia a resposta precisava saber então ao fim do dia saí Meu Coração batia forte enquanto caminhava pelas ruas de terra batida cheguei à praça
onde Samuel disse que ficaria e lá estava ele à minha espera decidiu ele perguntou respirei fundo sim Samuel sorriu levemente Então vamos começar o meu estômago revirava Eu sabia que esta procura podia mudar tudo mas precisava de enfrentar precisava saber a verdade porque a única coisa pior do que viver com medo era viver sem saber quem eu era realmente e naquele momento estava pronta para descobrir O Samuel olhava-me esperando a minha resposta O meu Coração batia forte as minhas mãos suavam por onde começamos
A minha voz saiu baixa quase um sussurro ele respirou fundo eu sei onde encontrar alguém que te possa contar tudo o meu peito apertou tudo será que eu queria mesmo saber mas eu já tinha chegado longe demais para voltar atrás caminhamos por Ruas de Terra o sol a queimar-me a pele o meu peito parecia demasiado pequeno para o ar que eu tentava respirar onde nós está a ir o Samuel olhou-me de canto de olho ver alguém que trabalhou para a sua mãe biológica durante muito tempo o meu estômago revirou Ela ainda está viva
ele fez que sim mas o que precisa saber não vem dela chegamos a uma casinha simples escondida entre árvores o vento balançava as cortinas sujas da varanda Samuel bateu à porta três vezes um silêncio pesado instalou-se então uma voz cansada veio de dentro quem é Samuel respondeu com calma Dona Matilde sou eu trou alguém que precisa de falar com a senhora o trinco rangeu e a porta abriu lentamente a mulher à porta era pequena os cabelos brancos apanhados num coque frouxo os olhos Fundos analisaram-me com cuidado és tu a voz dela tremeu eu
engoli em seco não sei ela abriu a porta e fez-nos sinal para entrarmos Senta Minha filha temos muito o que conversar o meu peito Apertou algum Uma Coisa me dizia que eu estava prestes a ouvir algo que mudaria a minha vida Dona Matilde sentou-se na cadeira de baloiço ajeitou a saia e olhou para mim com uma tristeza nos olhos Conheci a Sua Mãe A Laura estava lá quando tudo aconteceu o meu coração disparou o que aconteceu a minha voz mal saiu ela suspirou os dedos magros apertando o braço da cadeira você e o seu irmão foram separados à força mas
não foi só isso eu bloqueei tem Maísa Matilde assentiu a famía dela te escu não queriam que soubessem que a fha rica dois fos homem negele arrepiou eão oer ol parais paraim foi para out fam long para si Nuna se encontrassem o meu coração Pára que ia rebentar a minha cabeça girava tudo fazia sentido agora as perguntas os vazios as coisas que nunca encaixaram quem é ele onde ele está a minha voz tremeu Dona A Matilde hesitou não sei exatamente onde ele está agora mas sei o nome da família que ficou com ele Mudaram
de cidade há muitos anos os meus olhos arderam eu tinha que o encontrar não importava o tempo que demorasse eu preciso saber a minha voz saiu mais firme desta vez Samu assentiu A gente vai encontrá-lo Laura o meu coração pesava mas agora eu tinha um caminho um nome Um Destino eu ia atrás do meu irmão custasse o que custasse porque depois de tudo não me podia mais viver sem essa resposta e eu sabia que esta busca ainda guardava muitas surpresas Samuel conduzia com as mãos firmes no volante o sol já estava se pondo tingindo o cé de
e roxo o meu peito parecia demasiado pequeno para tudo o que sentia tem a certeza que quer fazer isso perguntou sem tirar os olhos da estrada engoli em seco se não fizer agora nunca mais faço a verdade Chamava-me e eu não podia mais fugir dela a morada que a dona Matilde nos deu ficava na cidade vizinha era uma casa simples com um jardim cheio de roseiras O meu Coração batia forte tão forte que parecia que ia sair pela boca Olhei para o Samuel e se ele não me quiser vê-lo sorriu fraco nunca vai saber se não tentar respirei fundo e
bati à porta as minhas mãos tremiam os segundos pareciam uma eternidade então A Porta Se Abriu um homem de cabelos grisalhos olhar cansado me encarou Os seus olhos eram demasiado parecidos com os meus o meu peito apertou Boa noite a minha voz falhou ele franziu o sobrolho Boa noite posso ajudar engoli o choro que ameaçava escapar o meu nome é Laura acho que acho que sou tua irmã o homem gelou Por um momento pensei que me ia mandar embora depois deu um passo para trás cambaleando como se tivesse levado um soco como como disseste os teus olhos est
marejados fomos separados quando era bebé só descobri agora as minhas mãos tremi mãos no rosto respirando fund meus me Deus do cé me olou de novo como tasse Ener a mesmo em mim eui vida toda sem saber quetinha uma irmã a voz dele quebrou Eu também as palavras saíram baixinho quase um Sussurro então sem dizer mais nada abriu os braços o meu corpo reagiu antes da minha mente corri para ele sentindo os seus braços a me envolverem o meu irmão o meu sangue Samuel olhava-nos da porta um pequeno sorriso no rosto não sabia o que dizer nem o
que sentir o meu irmão afastou-se um pouco enxugando as lágrimas o meu nome é José Fui repetindo esse nome na minha cabeça José sorri entre lágrimas ele pegou no meu mão conta-me tudo Laura tudo e eu contei porque depois de tanto tempo merecia saber ficamos ali sentados na varanda enquanto lhe contava cada pedaço da minha vida ele ouvia em silêncio às vezes abanando a cabeça às vezes apertando-me as mãos quando terminei ele suspirou fizeram-nos isso mas a gente está aqui juntos o meu peito aqueceu pela primeira vez senti-me inteira não
importava o que nos tinham feito nessa noite voltei para casa sentindo que um ciclo se tinha fechado nunca vou esquecer as dores que vivi mas agora eu tinha algo que nunca imaginei ter um irmão e com isso uma nova oportunidade de recomeçar se a vida me ensinou alguma coisa foi que a verdade encontra sempre um jeito de aparecer e que o amor vence sempre eu sei que, por vezes, a dor parece infinita Mas lembre-se cada passo dado Cada lágrima derramada faz de nós o que somos hoje sou Zulmira a mulher que apesar
de tantas cicatrizes encontrou a paz no que mais importa no reencontro no perdão e principalmente no amor e se posso também pode então se chegou até aqui quero agradecer-te Quero que saiba que tal como eu Todos nós temos uma história e todas as histórias valem a pena ser contadas se se emocionou com a minha partilhe com outros e por favor subscreva para ouvir mais histórias que te podem inspirar a escrever o seu próprio caminho porque a a vida é uma história e tu és a autora dela agora que tal deixar um like se
acredita no Poder da Verdade e do amor e se esta história te tocou partilhe com quem ama que a gente nunca se esqueça de que no fim somos todos seres humanos em busca de Redenção e de reconexão obrigada por me ouvir até ao próximo vídeo e recorde a sua história é única e preciosa
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O meu filho ligou-me numa quarta-feira à tarde com a voz mais animada que já tinha ouvido em anos. Mãe, tenho uma novidade incrível. Eu vou casar amanhã com a…
A Escrava Benedita que “Cegou a Sinhá” com Água Fervendo Durante 0 Banho – Salvador, 1730
O sol de Salvador nascia implacável sobre os telhados de barro da Casagre dos Almeida, tingindo de dourado as paredes caiadas que escondiam segredos sombrios. Estávamos em março de 1730…
Ana Belén: A ESCRAVA que viu o nascimento da criança cuja pele revelou a traição oculta.
No verão de 1787, quando o ar do vale de Oaxaca ardia como brasa viva e as cigarras cantavam sua ladainha nas árvores de Goiaba, Ana Belén ouviu o primeiro…
O presidente dos Estados Unidos engravidou a irmã de sua esposa, uma escrava, seis vezes.
Em setembro de 1802, um jornal de Richmond, Virgínia, Publicou um artigo que abalou o mundo inteiro. a nação americana. O presidente da os Estados Unidos, Thomas Jefferson, o homem…
Meu marido disse:”Esse hipopótamo me dá nojo.” Fiquei quieta. N0 dia seguinte, tudo mudou!
Aquele hipopótamo gordo mete-me nojo. Só estou interessado na fortuna dela. Fiquei paralisada em frente à porta do quarto, a minha mão pairando sobre o maçaneta. A voz do meu…
Quando os médicos disseram “3 dias”, meu marido sorriu e disse: “Finalmente…”s
Quando os médicos disseram que eu tinha apenas três dias de vida, esperava lágrimas do meu marido, esperava desespero, negação, qualquer coisa que mostrasse que os nossos 22 anos juntos…
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